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Política

08/08/2018 09:07

Wilson tenta modificar CPI dos Grampos e Janaina chama deputado de malandro

Vice-líder do Governo e líder da oposição travaram discussão na manhã desta terça-feira, na Assembleia Legislativa.

O deputado Wilson Santos (PSDB) tentou uma 'manobra' para modificar o objeto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, proposta inicialmente pela deputada Janaína Riva (MDB), líder da oposição. Janaina chamou o requerimento apresentado pelo deputado tucano de “malandragem” e houve confusão na tribuna da Assembleia Legislativa.

Na manhã desta terça-feira (07), o vice-líder do Governo apresentou um requerimento de CPI que investigaria interceptações telefônicas a partir de 2011, e não 2014, como proposto pela oposição. Na tribuna, Wilson afirmou que tinha as oito assinaturas necessárias para abertura da CPI nestes moldes. De acordo com a deputada Janaína Riva, porém, o documento não tinha qualquer assinatura quando foi apresentado.

“Senhor presidente, agir democraticamente pelo regimento interno eu concordo. Agir com malandragem é outra coisa. O senhor estava ao meu lado quando recebemos o requerimento de autoria do deputado Wilson Santos sem assinatura alguma", disse janaina.

“Senhor presidente, agir democraticamente pelo regimento interno eu concordo. Agir com malandragem é outra coisa. O senhor estava ao meu lado quando recebemos o requerimento de autoria do deputado Wilson Santos sem assinatura alguma. Eu indago vossa excelência se esse requerimento tinha assinatura”, disse Janaína se dirigindo ao presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho. Aos jornalistas Botelho não confirmou se as assinaturas existiam ou não.

Visivelmente irritada com a manobra, a deputada ainda foi para cima do vice-líder do Governo, deputado Wilson Santos. “Vossa excelência quer proteger o seu patrão, mas aqui não terá espaço”, continuou.

Wilson defendeu sua proposta para que não apenas membros do Executivo sejam investigados, mas todos os demais poderes e envolvidos no caso.

“Nós queremos a CPI ampla, geral e irrestrita, que investigue todos os citados do Tribunal de Justiça, do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Gaeco, delegados de polícia, policiais civis, policiais militares, e membros do Poder Legislativo. Todos, doa a quem doer. Nós apresentamos primeiro o requerimento com 10 assinaturas e queremos que seja seguida a ordem cronológica”, disse.

Depois das discussões na tribuna, os deputados Pedro Satélite e Adalto de Freitas retiraram suas assinaturas, deixando o requerimento de Wilson com apenas sete, número insuficiente para que o pedido fosse analisado pelo plenário.

Depoimento de Gerson

A abertura da CPI ganhou força nas últimas semanas, depois de depoimentos prestados pelo cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior. De acordo com o militar, um esquema de escutas ilegais montado em Mato Grosso tinha objetivo político e teria sido bancado pelo ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques. O cabo também responsabilizou o governador Pedro Taques (PSDB) como um dos “donos” dos grampos.

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